segunda-feira, 29 de junho de 2009

Psicanálise dos Contos de fadas – de Bruno Betttelhein




O livro defende a importância que os contos de fadas, mostrando como podem intervir na vida das crianças e principalmente na resolução de seus conflitos emocionais latentes. Utilizando-se da linguagem psicanalítica o autor nos apresenta uma visão dos Contos analisados com um olhar que se detêm nos conflitos incoscientes das crianças. Falando da importância que as histórias infantis possuem de conduzir a mente das crianças por um terreno simbólico que os levam à crença de que tudo na vida SEMPRE possui um final feliz. Vale lembrar que os contos devem ser contados na íntegra, sem deixar que a criança escutem sobre, morte, sofrimento, abandono,..., pois são etapas importantes para que internalizem e possam um dia relacionar com uma vivência real. O livro é ideal para profissionais que trabalhem com crianças sejam estes educadores, psicopedagogos, terapeutas ou simples pais. Pois sugere a magia presente nas histórias encantadas como uma porta que se abre para a resolução de conflitos emocionais de forma sutil e prazerosa.

domingo, 28 de junho de 2009

Possível curso!



Já estou com o curso montado sobre contadores de histórias!

Cheio de novidades, e importantes coisas a saberem sobre esse ofício, desde a postura, a imposição de voz, a escolha da literatura, a respiação, entre outras....
Agora é só um pouco de paciência poise iremos organizar datas e locais quem estiver interessado já vai entrando em contato.
jumiramonteslima@terra.com.br
Beijos
Juliana Akaishi

domingo, 21 de junho de 2009

Lá vai algumas dicas de literatura para Educação Infantil...






Vejam, não basta apenas ter o livro em mãos, aqui eu dou uma pequena ajuda, dando o nome de alguns livros que conheço e recomendo, porém para poder utilizá-lo é necessário compreender a essência da história, narrar não é somente ler, requer todo um estudo, de nada adianta ter uma biblioteca cheia de livros sem saber como utiliza-los.
Segue alguns dos que gosto de trabalhar com as crianças e alguns que também uso para fazer narrações. Se precisarem de ajuda, me procure, não hesitem!

A Bolsa Amarela - Lygia Bojunga
Dez sacizinhos - Tatiana Belinky
Cocô no Trono - Benoît Charlat
A Caligrafia de Dona Sofia - André Neves
Viviana, Rainha do Pijama - Steve Webb
O Nabo Gigante - Aleksei Tolstói
A Princesa Que Escolhia - Ana Maria Machado
A Árvore Generosa - Shel Silverstein
Ponte para Terabítia - Katherine Paterson
Laranja Pêra, Couve Manteiga - Maria Amália Camargo
Até as princesas soltam pum - Ilan Brenman
A velhinha que dava nome as coisas- Cynthia Rylant
A Verdadeira História de Chapeuzinho Vermelho - Sandro Natalini
Qual o Sabor da Lua? - Michael Grejniec
Beijos Juliana Akaishi

sábado, 20 de junho de 2009

Realida X Mundo Imaginário



O que existe por trás dos enredos das histórias infantis? Sabemos que elas existem, pois atende as necessidades reais do ser humano. Após estudar muito e com auxílio do livro de Bruno Bettelheim, “ A psicanálise dos contos de fadas”, passei a perceber que os contos vão muito além do faz de conta, eles respondem às nossas necessidades, angústias, medos e, de forma inconsciente explicam e nos ajudam com a realidade. As crianças demonstram grande interesse porque essas histórias apresentam, de alguma forma, a solução “problemas”. Medo de ser abandonado pelos pais, de escuro, de bichos e tantos outros. Medos que fazem parte da insegurança natural de uma criança. Em contato com a história a criança projeta seu mundo nos personagens e eles atuam de modo a colaborar na resolução desses sentimentos. Muitos processos ocorrem quando a criança escuta uma historinha. Ela se identifica, sofre, comemora, ou seja, vivencia de forma inconsciente a historia que está ouvindo. E, com isso, consegue criar dentro de si ferramentas para vencer os dramas superados pelos personagens, uma vez que eles mesmos mostram que venceram. E fica aliviada e contente ao saber que existe esperança para solucionar todos os problemas, como os seus próprios.
Nos contos de fadas podemos encontrar a figura do pai-herói, que protege e soluciona os conflitos, como o caçador, personagem de Chapeuzinho Vermelho. A criança se sente realizada ao saber que mesmo diante de um conflito que parece insolúvel (o lobo mau devora a vovozinha) o personagem está a salvo graças à intervenção heróica do caçador, ou seja, o pai salvador. As histórias também ajudam a criança a amadurecer. São um caminho de esperança para problemas que parecem não ter solução. Com isso os pequenos ganham ânimo para enfrentar as questões do dia-a-dia.
É comum uma criança pedir para ouvir a história diversas vezes. A repetição, na verdade, é uma forma de ajudá-la na elaboração de angústias e conflitos. Nós adultos, por exemplo, repetimos um fato ruim que nos aconteceu. O rompimento com o namorado é motivo para dias e dias da mesma história. Não vamos solucionar o problema, mas a repetição ajuda na elaboração de respostas inconscientes, que fazem com que solucionemos a questão internamente.
Vale lembrar que os contos nunca devem ser traduzidos pelo leitor, as crianças devem passar a entender o enredo da história, conforme o seu desenvolvimento.
Não tenham medo de expor a criança às figuras do mal, da morte, do abandono, são etapas necessárias na narração a medida que a criança que receberá essa história, possa também um dia viver uma dessas experiência, então será de maneira muito menos dolorosa

Um beijo

Juliana Akaishi

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Quem conhece Daniel Munduruku?


Daniel Munduruku é graduado em Filosofia,tem licenciatura em História e Psicologia e é doutorando em Educação na Universidade de São Paulo.
É autor conhecido nacional e internacionalmente.
Vários de seus livros receberam prêmios no Brasil e no exterior.
Comendador da Ordem do Mérito Cultural da Presidência da República.
Diretor-presidente do Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual - INBRAPI.Pesquisador do CNPq.
Em uma de suas entrevistas relata sobre sua escolha pela literatura:

”O movimentos do saber indígena se fazem presentes também na literatura. E não começou comigo. E não irá parar em mim.
Se por muitos anos, o indígena era apenas personagem dos contos, histórias e ficções do não-indígena, de um tempo para cá, ele passou a ser protagonista da história, da sua própria história. Ele começou a criar e a oferecer para os pariwat seu próprio ponto de vista sobre a realidade que vive. Ele passou a descrever o Brasil sob sua ótica.
É claro que para isso teve que aprender os mecanismos utilizados pela sociedade envolvente, teve que usar a tecnologia a seu serviço, teve que, em alguns casos, cursar uma Universidade, participar de cursos, aprender a língua portuguesa e, sobretudo, aprender a escrever sua tradição oral na forma escrita, para que pudesse se fazer compreender por todos os cidadãos. Este processo não foi tranqüilo.
Pelo contrário, em muitas ocasiões este autor deparou com a dúvida, com o medo, com a indecisão e com o receio de estar congelando a Tradição, paralisando a dinâmica da oralidade. E por mais que tentasse justificar, sempre deparava com a angústia e com a dificuldade de compreender um processo irreversível. Muitas das dúvidas eram levantadas por pessoas de grande conhecimento no pensamento quadrado ocidental.
Estamos no bom caminho? Não seria a literatura um meio de destruir a cultura? Não estaríamos antecipando a destruição de nossa gente? Com todas estas questões em mente, voltei ao lugar onde me aceitei índio.
Voltei à fonte. Fui ouvir o rio. Sentei-me no lugar onde um dia, meu avô colocou-me para aprender a escutar. Lá, sozinho, fiz as mesmas perguntas ao velho avô e ouvi a mesma resposta de trinta anos atrás: se o rio parasse diante dos obstáculos, ele nunca contemplaria a beleza do mar.
Para mim, isso foi o bastante para convencer-me que a literatura era um caminho novo a ser construído e que por ela poderia passar o movimento do saber literário, um braço novo do saber em movimento.
Desse dia em diante, nunca mais duvidei e descobri que estava abrindo uma picada na floresta da cidade para que outros parentes passassem, sempre seguindo as palavras da sabedoria da nossa gente que diz que o caminho mais seguro é aquele que já foi pisado muitas vezes... Mas é importante que se diga: alguém tem que começá-lo”.
Alguns de seus livros são bem interessantes e revelam a beleza e a realidade de seu povo.
Deixo aqui algumas de suas obras infantis:
Um dos meus preferidos, pois não consigo ficar calada é esse primeiro da lista, rssss:
*Parece que foi ontem
*O Sumiço da noite
*O Segredo da chuva
*O Olho bom do menino
*Meu vô Apolinário – considerado por ele o livro que escreveu de forma mais apaixonante
*Kabá Darebü
*Histórias que eu vivi e gosto de contar
*O diário de Kaxi – Um curumim descobrindo o Brasil
*Caçadores de aventuras
*A primeira estrela que vejo é a estrela de meu coração
Bom a dica esta dada, ainda tem mais livros a serem pesquisados, falta agora por a mão na massa ir á luta e ler, conhecer um pouco desse maravilhoso autor e narrador.
Beijos encantados
Juliana Akaishi

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Um pedacinho de um dia de conto

Há muito tempo, na China, vivia um menino chamado Ping, que adorava flores. Tudo o que ele plantava florescia. O Imperador também adorava flores. Quando chegou o momento de escolher um herdeiro, ele deu uma semente de flor para cada criança do reino, dizendo - 'Quem provar que fez o melhor possível dentro de um ano, será meu sucessor!'. Ping plantou sua semente e cuidou dela dia após dia. Mas os meses se passaram e a semente não brotou. Quando chegou a primavera, Ping apresentou-se ao Imperador levando apenas um pote vazio. A arte primorosa e a bela simplicidade do texto de Demi mostram como o fracasso constrangedor de Ping se transformou em triunfo, nesta fábula sobre a honestidade recompensada.

O POTE VAZIODemi
Editora: Martins Fontes - Martins

TIPOS DE NARRAÇÃO??????

Me deparei com uma leitura muito interessante de uma especialista em Língua Portuguesa e Literatura, Marina Cabral e achei muito relevante postar algumas de suas palavras sobre tipos de narradodores:


Cada uma das
histórias que lemos, ouvimos ou escrevemos, é contada por um narrador.
Nos
exercícios de leitura, assim como nas experiências de escrita, é fundamental a preocupação com o narrador.
A grosso modo, podemos distinguir três tipos de narrador, isto é, três tipos de foco narrativo:
- narrador-personagem; - narrador-observador; - narrador-onisciente.
- O narrador-personagem conta na 1ª pessoa a história da qual participa também como personagem. Ele tem uma relação íntima com os outros elementos da narrativa. Sua maneira de contar é fortemente marcada por características subjetivas, emocionais. Essa proximidade com o mundo narrado revela fatos e situações que um narrador de fora não poderia conhecer ao mesmo tempo essa mesma proximidade faz com que a narrativa seja parcial, impregnada pelo ponto de vista do narrador.
- O narrador-observador conta a história do lado de fora, na 3ª pessoa, sem participar das ações. Ele conhece todos os fatos e por não participar deles, narra com certa neutralidade, apresenta os fatos e os personagens com imparcialidade. Não tem conhecimento íntimo dos personagens nem das ações vivenciadas.
- O narrador-onisciente conta a história em 3ª pessoa, às vezes, permite certas intromissões narrando em 1ª pessoa. Ele conhece tudo sobre os personagens e sobre o enredo, sabe o que passa no íntimo das personagens, conhece suas emoções e pensamentos.
Ele é capaz de revelar suas vozes interiores, seu fluxo de consciência, em 1ª pessoa. Quando isso acontece o narrador faz uso do discurso indireto livre. Assim o enredo se torna plenamente conhecido, os antecedentes das ações, suas entrelinhas, seus pressupostos, seu futuro e suas conseqüências.
Vivendo e aprendendo sempre!!!
Beijos Juliana Akaishi


Um pouco dessa maravilha...

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A função do contador, assim como pais e professores, é explorar a função educacional do texto literário: ficção e poesia por meio da seleção e análise de livros infantis; do desenvolvimento do lúdico e do domínio da linguagem Estratégias para o uso de textos infantis no aprendizado da leitura, interpretação e produção de textos também são exploradas com o intuito final de promover um ensino de qualidade, prazeroso e direcionado à criança.